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“Ignorantia legis
nominem excusat, isto é: a ninguém é permitido ignorar a lei. Basta
decorar das duas a três mil páginas de texto cerrado” (Henry Bordeaux)
“Imaginação é mais
importante que conhecimento” Albert Einstein.
“Inegável a existência
de um vínculo afetivo e sexual, que perdurou, de forma intermitente, ao
longo de quase oito anos. Amor intenso, dramático, muitas vezes
exasperado, transtornado e até desesperado. Se o amor era assim sentido
por ambos, não se sabe. Não há uma linha escrita pela autora/apelada a
expressar tanta paixão. Mas o apelante, que é homem extrovertido,
passional, externou, por mil modos, o que sentia e o quanto sentia. Não
há como percorrer as mais de mil lauda deste processo se sete volumes,
sem deixar-se tocar por essa paixão. Não sei por que, mas examinei os
restos mortais desse amor com a sensação que guardei de uma versão
filmada de Shakespeare, in Ricardo V. Depois da batalha travada pelo
domínio da França, o monarca vencedor percorre a pé o campo da luta. O
prado transformou-se num lodaçal, a chuva cai sem cessar. No solo,
bandeiras, restos fumegantes de carros de combate, cavalos mortos,
estandartes estraçalhados, feridos que clamam por atendimento e milhares
de mortos. Dentre estes, nobres, amigos, parentes, servos, rapazes ainda
imberbes que lutaram por um ideal para eles inatingível. O rei toma nos
braços o corpo de seu melhor amigo e com ele completa a caminhada. Não
há diálogos e o rei sequer monologa. Mas creio que, ao longo do
percurso, uma pergunta o monarca não cessou de fazer a si mesmo: valeu a
pena? Os personagens deste drama judiciário aí estão, felizmente, vivos
e em condições de re-amar. E certamente se perguntam, diante da
exposição quase pública das vísceras desse amor, se valeu a pena. Digo
que melhor seria que tudo terminasse com a grandeza do imortal Agustin
Lara. Na mansão que ergueu para ser o templo da consagração de seu amor
pela belíssima Maria Félix, percebeu um dia, ao café da manhã, um rictus
de desprezo no rosto amado. Levantou, subiu as escadarias de mármore,
foi ao banheiro, colocou a escova de dentes no bolso e nunca mais
voltou”. (Voto do Des. Eliseu Gomes Torres, na Apel. Cív. 598.051.357;
in COAD ADV, Informativo, boletim semanal nº 36, 1998)
“Inimigo dividido,
inimigo vencido”
“Inveja é conseqüência
da incapacidade”
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