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O abade onde canta, daí janta. O abandono é quase sempre a sorte dos infelizes. O abismo chama o abismo. O abuso das riquezas é pior que a falta delas. O abuso destrói o uso. O abuso ensina o verdadeiro uso. O abuso não é costume. O abuso não tira o uso. O abuso vem do costume. O acaso é pai dos grandes acontecimentos. O acaso é uma palavra inventada pela ignorância. O acaso não é senão a causa ignorada de um efeito conhecido. O acautelado guarda sempre um cantinho para o que der e vier. O açoite boa mezinha é. O açor e o falcão, na mão. O afobado come cru. O afogado agarra-se a qualquer palha. O afogado agarra-se a uma palha. O afogado agarra-se até em corda podre. O afogado agarra-se em qualquer galho. O alcaide e o sol, por onde quer, entram. O alheio chora por seu dono. O alheio não bota ninguém para diante, mas ajuda a gente a viver até o da gente chegar. O amante sabe o que deseja, mas não vê o que lhe cumpre. O ambicioso porfia e não confia. O ameaçador faz perder o lugar da vingança. O amigo certo se conhece nas horas incertas. O amigo do meu inimigo não é meu amigo. O amigo do meu inimigo não pode ser meu amigo. O amigo e o cavalo, é aproveitá-lo. O amigo e o genro não se acham pelo inverno. O amigo fingido, conhecê-lo-ás no arruído. O amigo há de se levar com sua tacha. O amigo que nos incomoda, pouco dista do inimigo. O amigo que fala verdade, é espelho são. O amigo se conhece na adversidade. O amor a ninguém dá honra e a muitos dá dor. O amor, ainda que cego para ver, é lince para adivinhar. O amor ajuda os atrevidos. O amor, como o menino, começa brincando e acaba chorando. O amor cria o mundo, o dever governa-o. O amor da glória faz os heróis; o seu desprezo faz os grandes homens. O amor das mulheres e a rosa passam com o bom tempo. O amor de amos e a água em cesto entram tarde e saem prestos. O amor de Deus vence, todo o al perece. O amor dos asnos entra a coices e sai a bocados. O amor dos asnos entra aos coices e sai aos bocados. O amor e a ambição são dois hóspedes mui turbulentos. O amor e a fé, nas obras se vê. O amor é a mais forte das paixões, porque ataca ao mesmo tempo a cabeça, o coração e o corpo. O amor e a morte vencem o mais forte. O amor é cego. O amor é cego, mas vê muito ao longe. O amor é coisa séria. O amor é como a lua, quando não cresce, é forçoso que diminua. O amor é como a lua, quando não cresce, míngua. O amor é como sarampo: todos temos de passar por ele. O amor é como um incêndio: quanto maior é, menos atura. O amor é doce no começo, mas amargo no fim. O amor é eterno enquanto dura. O amor é forte como a morte. O amor é na mocidade o que a mocidade é na vida, o que a vida é na eternidade, isto é, um relâmpago. O amor e o dinheiro, é chocalheiro. O amor e o menino começam brincando e acabam chorando. O amor e o reino não querem parceiro. O amor e reino, não quer parceiro. O amor entra pela janela e sai pela porta. O amor entra pelos olhos. O amor faz milagres. O amor faz muito, e o dinheiro, tudo. O amor faz passar o tempo, e o tempo faz passar o amor. O amor move o mundo. O amor não conhece lei. O amor não tem lei. O amor no velho traz culpa e no mancebo, fruto. O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém. O amor parece-se com a lua: quando não cresce, é forçoso que diminua. O amor pode muito. O amor pode muito, o dinheiro pode tudo. O amor-próprio é o maior inimigo da verdade. O amor-próprio ofendido não perdoa nunca. O anão, quanto mais alto sobe, menor parece. O ânimo é o sustentáculo na adversidade. O apetite é o melhor dos temperos. O aplauso dos néscios é, para os sábios, assuada. O apressado come cru. O ar que cada um se quer dar, não vale o que procura deixar. O arado barbudo, e o lavrador barbado. O arrependimento lava a culpa. O arroz está queimando. O artista dá às graças um vestido. O asno agüenta a carga, mas não a sobrecarga. O asno para o pó, o rocim para o lodo, e o macho para todos. O áspide e a víbora se emprestam peçonha. O ausente nunca tem razão. O avarento é o guardião de sua fortuna. O avarento e o necessitado gastam dobrado. O avarento é o verdugo de si mesmo. O avarento não é dono, mas escravo da riqueza. O avarento não tem, e o pródigo não terá. O avarento não tem parente nem amigo. O avarento, onde tem o tesouro, tem o entendimento. O avarento, por cinco réis, perde um cento. O avarento, por um real, perde cem. O avarento, por um real, perde um cento. O avarento rico não tem parente nem amigo. O avaro é causa da sua miséria. O avaro não tem, o pródigo não terá. O azar anda acompanhado. O azeite e a verdade andam sempre ao de cima. O azeite é meio serralheiro. O bacalhau quer alho. O bácoro, a fome e o frio fazem grande arruído. O barato sai caro. O barro e o gado deitam água por uma frincha. O bater do ferro é que faz o ferreiro. O bem, como a pintura, de longe é que se procura. O bem é mal conhecido, enquanto não é perdido. O bem e o mal se harmonizam de tal modo, que deles resulta a renovação e perpetuidade deste mundo. O bem-fazer floresce, e todo o al perece. O bem-fazer floresce, e todo o mal perece. O bem-fazer não se perde. O bem ganhado se perde, e o mal, seu amo e ele. O bem ganhado se perde, mas o mal, ele e seu dono. O bem guisado abre a vontade de comer. O bem não dura e o mal chega. O bem não é conhecido senão depois que é perdido. O bem não é para quem o busca. O bem não se conhece, senão depois que se perde. O bem nunca enfada. O bem pensado nunca sai errado. O bem que não fizeres, dos teus não esperes. O bem que se faz, nunca foi perdido. O bem roubadinho, bem poupadinho, vale tanto como o bem ganhadinho. O bem saber é calar, até ser tempo de falar. O bem se deve crer de todos e de ninguém o mal sem provas. O bem só é conhecido depois de perdido. O bem só se conhece quando se perde. O bem soa, e o mal voa. O bem tarda e foge, e o mal chega e dura. O besouro também ronca, vai-se ver, não é ninguém. O bobo, se é calado, por sisudo é respeitado. O bocado é para quem o come, e não para quem o faz. O bocado não é para quem o faz, e, sim, para quem o logra. O bocado não é para quem o faz, mas para quem o come. O boi bravo, mudando a terra, é mudado. O boi bravo na terra alheia se faz manso. O boi come a palha, e o rato, o trigo. O boi da tua vaca, e o moço da tua braga. O boi é que sofre, o carro é que geme. O boi, estando em terra alheia, até as vacas lhe dão. O boi luzidio nunca tem fastio. O boi pega no arado, mas não do seu grado. O boi pega no arado, mas não por seu grado. O boi pega-se pelos chifres, o homem, pela palavra. O boi pela ponta, o homem pela língua. O boi pela ponta, o homem pela palavra. O boi sabe em que cerca se encosta. O boi solto bem se lambe. O boi trava no arado, mas não do seu grado. O bom amigo é o parente mais próximo. O bom amo faz o criado. O bom aparelho faz o bom oficial. O bom-bocado não é para quem o faz. O bom-bocado não é para quem o faz, mas para quem o come. O bom cão não ladra em falso. O bom cão não ladra em vão. O bom cavalo guia o cavaleiro. O bom chefe anima sempre, todo o rigor está na lei. O bom coração quebranta má ventura. O bom coração sofre, e o bom siso ouve. O bom criado é malfadado. O bom da verdade não admite suspeita. O bom da viagem é quando se chega em casa. O bom dado é prevenir ao desejo. O bom dia, mete-o em casa. O bom dizedor antes perde um amigo que um bom dito. O bom é bom, mas o melhor vence. O bom e o bem nunca enfadam. O bom filho à casa paterna volta. O bom filho a casa torna. O bom fruto vem da boa semente. O bom ganhar faz o bom gastar. O bom juiz ouve o que cada um diz. O bom julgador julga os outros por si. O bom julgador por si se julga. O bom junto ao pequeno fica maior, e junto ao mau fica pior. O bom marinheiro se conhece na tempestade. O bom marinheiro se conhece no mau tempo. O bom modo e o bom falar a todos agrada sem nada custar. O bom mosto sai ao rosto. O bom mosto salta ao rosto. O bom nadador acaba afogado. O bom nadador é que se afoga. O bom namorado dissimulado engana. O bom não quer mal ao mau. O bom pagador da bolsa alheia é senhor. O bom pagador é herdeiro no alheio. O bom pagador não receia pena. O bom pai ame-se e o mau sofra-se. O bom pai ame-se, o mau sofra-se. O bom pano na arca se vende. O bom passadio faz o homem sadio. O bom passarinho ama o seu ninho. O bom pastor tosa as ovelhas, mas não as esfola. O bom pastor tosquia, mas não esfola o seu rebanho. O bom peso faz vender o pão. O bom por si se gaba. O bom por si se gaba, o mau por si se acaba.
O bom
princípio é a metade. |
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