|
A abastança faz fastio. A abundância, como a necessidade, arruína muitos. A abundância não deixa dormir o rico. A acha sai à racha, e Maria à sua tia. A acha sai ao madeiro. A açorda faz a mulher gorda. A açorda faz a velha gorda e a menina formosa. A adem, a mulher e a cabra, é má coisa sendo magra. A admiração, como a chama, diminui desde que não cresce. A admiração é filha da ignorância. A adulação degenera sempre em ingratidão. A adulação tem princípios doces e fins amargos. A adversidade é nossa mãe; a prosperidade não é senão nossa madrasta. A adversidade embeleza os caracteres que não avilta. A adversidade faz homens; a prosperidade, monstros. A adversidade faz o homem prudente, mas não rico. A adversidade faz o prudente, mas não o rico. A adversidade faz os heróis. A adversidade melhora aqueles a quem não degrada. A afeição cega a razão. A afeição do falso é fio de navalha. A afeição dos homens é variável como a fortuna. A afeição é cega. A afetação da virtude custa mais que o seu exercício. A água apaga o fogo e a esmola resiste aos pecados. A água apaga o fogo, e o vinho, a razão. A água cava a pedra. A água cava a pedra dura. A água colhe em joeira, quem se crê de ligeira. A água corre para o mar. A água corre para o mar, e as coisas para o seu natural. A água corre para o poço. A água corre sempre para o mar. A água corrente esterco não consente. A água correu sempre para o mar. A água dá, a água leva. A água de trovão em parte dá, em parte não. A água é a melhor bebida. A água é fria, mas mais o é quem com ela convida. A água é o prego da cal. A água é o sangue da terra. A água é para os peixes, e o minar para a toupeira. A água fervida tem mais mão na vida. A água fervida tem mão na vida. A água não empobrece nem envelhece. A água não envelhece nem empobrece. A água o dá, a água o leva. A água o dá, a água o tira. A água o deu, a água o leva. A água o deu, a água o levou. A água salobra, na terra seca, é doce. A água silenciosa é a mais perigosa. A água tudo lava. A água tudo lava, menos as más línguas. A água tudo lava, menos quem se louva e as más línguas. A água vertida não é toda colhida. A águia não caça moscas. A águia não se detém caçando moscas. A agulha é pequena e delgada, mas sustenta uma família inteira. A agulha puxa a linha. A agulha puxa a linha, a linha puxa a agulha. A agulha veste os outros e fica nua. A alegria do crime é fugitiva e rápida, como a luz do relâmpago. A alegria do pobre dura pouco. A alegria do pobre é um dia. A alegria do pobre é um dia só. A alegria é a saúde da alma. A alegria é a saúde da alma; a tristeza é o seu veneno. A alegria é uma careta; a felicidade, um sorriso. A alegria vem das tripas. A alfaiate pobre, a agulha se lhe dobra. A alma do negócio é o segredo. A alma está mais onde ama que onde anima. A alma namorada de pouco é assombrada. A alma namorada de tudo se assombra. A alma não tem segredos que a conduta não revele. A alma reside onde ama e não onde anima. A almagra dos discretos é o silêncio. A alva neve, pisam-na os cavalos; a pimenta negra, comem-na os fidalgos. A amar e a rezar ninguém pode obrigar. A amar e a rezar ninguém se pode obrigar. A ambição cega a razão. A ambição cerra o coração. A ambição é uma doença que só encontra remédio sob alguns palmos de terra. A ambição enche a cabeça e cerra a razão. A ambição enche a cabeça e cerra o coração. A ambição não ouve a razão alheia. A ambição tortura e tritura os homens. A amiga e o amigo mais aquentam que bom lenho. A amigo não encubras teu segredo, que darás causa a perdê-lo. A amizade deve achar a igualdade, ou estabelecê-la. A amizade está ao ganho como a mulher do mundo. A amizade finda onde a desconfiança começa. A amizade fundada na cobiça é onzena. A amizade mais se há de mostrar na adversidade. A anarquia tem por castigo e por corretivo a tirania. A apressada pergunta, vagarosa resposta. A aranha, da boa flor, faz má peçonha. A aranha, da boa flor, faz peçonha. A aranha vive do que tece. A araruta tem seu dia de mingau. A arma do boi é o desgosto do homem. A arma e o alguidar não se hão de emprestar. A arte consiste em ocultar a arte. A arte de saber descer até os mais pequenos é o mais seguro meio para se igualar com os grandes. A arte é duradoura, a vida é breve. A arte é longa, a vida é breve. A arte é ocultar a arte. A arvelinha mata o milhafre. A árvore cai para onde vergam os galhos. À árvore caída todos vão buscar lenha. A árvore se conhece pelos frutos. A árvore se conhece por seus frutos. A assombração sabe para quem aparece. A atividade duplica a força. A atividade é a mãe da prosperidade. A atividade faz mais fortuna que a prudência. A atividade sem juízo é mais ruinosa que a preguiça. A aurora é amiga das musas. A avareza deslumbra a glória. A avareza é madrasta de si mesma. A avareza é suma pobreza. A ave de bico encurvado, guarda-te dela como do diabo. A aveia quer ver o lavrador voltar para casa. A azeitona e a fortuna, às vezes muita e às vezes nenhuma. A azeitona e a fortuna, umas vezes muita, outras nenhuma. A azeitona é como as formigas: às vezes muita e outras nenhuma. A Bahia é boa terra, ela lá e eu aqui. A baixel sem esperança Deus depara o porto. A baixeza é uma medalha cujo reverso é a insolência. A balança, quando trabalha, não conhece ouro nem chumbo. A balas de prata e bombas de ouro, rendeu a praça ao mouro. A balas de prata e bombas de ouro, rendeu a praça o mouro. À barba cã se entrega a moça louçã. A barba não faz o filósofo. A barca é rota, salve-se quem puder. A barra está limpa. À barriga cheia todo feijão tem bicho. A barriga, de palha e feno se enche. A barriga manda a perna. A barriga não tem ouvido. A barriga vazia não ouve conselho. A bebida quer-se comida, e a comida, bebida. A beleza depressa acaba. A beleza depressa se acaba. A beleza é um bem frágil. A beleza é um laço armado à razão pela natureza. A beleza empolga a vista, o mérito conquista a alma. A beleza está nos olhos de quem vê. A beleza exterior inspira amor; a da alma, estima. A beleza não se põe na mesa. A beleza sem graça é uma violeta sem perfume. A bem comer ou a mal comer, três vezes beber. A bênção dos pais é precursora da ventura dos filhos. A besta comedeira, pedras na cevadeira. A besta louca, recoveiro maduro. A besta que muito anda, não falta quem a tanja. A besta que muito anda, nunca falta quem tanja. A boa árvore te chegarás e boa sombra terás. À boa cabeça nunca faltam chapéus. A boa caridade começa em casa. A boa ceia antes do tempo se lobriga. A boa cortesia custa pouco e vale muito. A boa diligência acaba o que o merecimento não alcança. A boa diligência é mãe da boa fortuna. A boa diligência tudo acaba. A boa e virtuosa por si se guarda. A boa educação é moeda de ouro: em toda a parte tem valor. A boa filha duas vezes vem para casa. À boa fome não há mau pão. A boa fortuna não somente faz as obras, mas autoriza as palavras. A boa guerra faz a boa paz. A boa guerra pare a boa paz. A boa mão do rocim faz cavalo, e a ruim do cavalo faz rocim. À boa moça e à má, põe-lhe almofada. A boa mulher é jóia que não tem preço. A boa mulher faz o bom marido. A boa mulher vale mais que ouro nem saber. A boa obra ao mestre honra. A boa obra, se é pedida, já vai comprada e bem vendida. A boa obra, se vai pedida, já vai comprada e bem vendida. A boa opinião vale tudo. A boa ou má ação fica com quem a pratica. A boa ousadia nunca careceu de bom fruto. A boa palavra em toda parte cem soldos vale. A boa pergunta, boa resposta. A boa prática é médico da alma triste. A boa providência vence toda adversidade. A boa sogra, da nora é coroa. A boa tenção conserva as amizades. A boa tenção, obras iguais. À boa ventura com diligência. A boa ventura com outra dura. A boa ventura de uns aos outros ajuda. A boa ventura de uns cansa outros. A boa ventura de uns é de outros ajuda. A boa vida mora no prato limpo. A boa vida mora no prato raso. A boa vida não quer pressa. A boa vontade faz do longe perto. A boa vontade supre a obra. À boca da barra, se perde o navio. A boca diz quanto lhe manda o coração. A boca do adulador é sepulcro aberto. A boca do ambicioso só se enche com a terra da sepultura. À boca do fraco, esporada de vinho. A boca doce leva a cabaça ao engenho e o dono à cadeia. A boca dos aduladores é um sepulcro aberto. A boca e a bolsa aberta para fazer coisa certa. A boca e a bolsa aperta para fazer coisa certa. A boca é porta e serventia do coração. A boca fala da abundância do coração. A boca fala do que está cheio o coração. A boca governa-se pela bolsa. A boca mostra o que deseja o coração. A boca não admite fiador. A boca não mente o que o coração sente. A boca não quer fiador. A boca não tem fiador. A boca que escorrega, aparelha muitas quedas. A boca que profere uma mentira mata a alma. À boda do ferreiro, cada qual com seu dinheiro. À boda do ferreiro, cada um com seu dinheiro. A boda dos pobres decifra-se em vozes. A boda e a batizado, não vás sem ser convidado. A boda e a batizado, não vás sem ser convidado, mas a visitar, não hesitar. A boda e a batizado só vão os convidados. A boda ou a batizado, não vás sem ser convidado. A boda ou batizado, não vás sem ser convidado. A bodas e a batizados não vás, sem seres convidado. A boi velho, capim fresco. A boi velho, capim novo. A boi velho, chocalho novo. A boi velho não busques abrigo. A boi velho não cates abrigo. A bola quer-se na mão do jogador. A bolsa, ou a vida. A bolsa vazia e a casa acabada faz o homem sisudo, mas tarde. A bom amigo com teu pão e com teu vinho. A bom amigo com teu pão e teu vinho. A bom amigo não encubras segredo, porque dás causa a perdê-lo. A bom bocado, bom grito. A bom bocado, bom suspiro. A bom capelão, melhor sacristão. A bom dizedor, bom ouvidor. A bom entendedor, meia palavra basta. A bom entendedor, piscada de olho é mandado. A bom entendedor, poucas palavras. A bom entendedor, poucas palavras bastam. A bom gato, bom rato. A bom mato vens fazer lenha. A bom mato vindes fazer lenha. A bom ou mau comer, três vezes beber. A bom pagador não lhe dói o penhor. A bom pedidor, bom tenedor. A bom princípio, mau fim. A bom santo o encomendaste. A bom santo se encomenda. A bom santo vos encomendais. A bondade divina pode tudo. A bondade é a força do fraco. A bondade e o perdão só fazem ingratidão. A bons entendedores, poucas palavras. A bons senhores, choram os olhos. A bouba dói é no cu de quem tem. À bouça não chega o dente da cabra. A brandura vence almas, a aspereza cria ódio. A burra do vilão mula é no verão. A burra velha, cilha nova. A burra velha, cinta amarela. A burro velho, albarda nova. A burro velho, cangalha nova. A burro velho, capim novo. A burro velho, capim verde. A cabeça, branca, e o juízo, por vir. A cabeça com comer endireita. A cabeça com mulher endireita. A cabeça do vesugo come o sisudo, e a boga dá a tua sogra. A cabeça faz os pés. A cabeça manda os membros. A cabeça não corra mais que os pés. A cabeça quebrada, untar-lhe o casco. A cabra da minha vizinha dá mais leite que a minha. A cabra da minha vizinha é mais gorda que a minha. A cabra da minha vizinha mais leite dá que a minha. A cabra da vizinha dá mais leite que a minha. A cabra e o leão nunca podem fazer guerra. A cabra puxa sempre para o monte. A cabra safrosa corrompe todo o curral. A cabra sarnenta corrompe todo o curral. A cabra vai pela vinha, e por onde a mãe, a filha. A cabra vai pela vinha, e por onde vai a mãe, vai a filha. A cabra vai pela vinha; por onde vai a mãe, vai a filha. A caça só sai aos inocentes. A caçar e a comer, não te fies no prazer. A cada bacorinho vem o seu São Martinho. A cada boca, uma sopa. A cada canto, seu Espírito Santo. A cada dia dá Deus a dor e a alegria. A cada dia, sua pena e sua alegria. A cada dia, sua pena e sua esperança. A cada feira vai um tolo. A cada idade deu Deus seu ofício. A cada porco agrada sua pousada. A cada porco vem seu São Martinho. A cada qual, as devidas honras. A cada qual Deus dá o frio conforme anda vestido. A cada ruim, seu dia mau. A cada santo, a sua lâmpada. A cada santo, o seu candelabro. A cada um, aquilo que é seu. A cada um contenta seu rosto a sua arte, e cheira bem o seu suor. A cada um, o que lhe é devido. A cada um se dê o seu. A cada um sua estrela está guardada. À cadeia, nem por coima de figos. A caixa menos cheia é a que mais chocalha. A cal enriquece os pais e empobrece os filhos. A calças curtas, atacas longas. A calma é uma virtude, se não vem da indiferença. A calúnia é a arma dos invejosos. A calúnia e a mentira, de Deus provocam a ira. A calúnia é como o carvão: aceso, queima; apagado, tisna. A calúnia é como o carvão: quando não queima, suja a mão. A calúnia é sempre a arma dos invejosos. A calúnia poupa o vício e persegue a virtude. A cama do chão, as costas quebradas, o priapo são. A campo fraco, lavrador forte. A cana fosse quebrada e não soada. A canalha não precisa toalha. A candeia morta e a gaita à porta. A candeia morta, gaita à porta. A candeia que há de alumiar, há de ter lume. A candeia que vai na frente é a que alumia. A cão danado, todos a ele. A cão fraco acodem as moscas. A cão grande, grande osso. A cão mordido todos chicoteiam. A cão mordido, todos o mordem. A cara de um é o cu do outro. A cara de um é o focinho do outro. A cara faz a festa, que não o cu à fenestra. A carapuça é para quem a põe. A carapuça é para quem servir. A carapuça é para quem a veste. A carapuça não me cabe. A carga bem se leva, a sobrecarga causa a queda. A caridade abre as portas do céu. A caridade bem entendida começa por casa. A caridade bem entendida começa por nós. A caridade bem ordenada começa em casa. A caridade bem ordenada por nós é começada. A caridade começa por casa. A caridade dos outros conosco é gostosa; a nossa para os outros é custosa. A caridade é como o sol: luz para todo o mundo. A carne carne cria. A carne de lobo, dente de cão. A carne de lobo, dente de leão. A carne de lobo, dente de perro. A carne do acém é pouca e sabe bem, mas não é para quem filhos tem. A carne do acém é pouca e sabe bem, mas não para quem filhos tem. A carne é fraca. A carne é fraca enquanto ela é forte. A carneiro capado não apalpes o rabo. A carro entornado todos dão de mão. A cartas, cartas, e a palavras, palavras. A cãs honradas não há portas fechadas. À casa da tua tia não irás cada dia. À casa de tua tia não vás todo dia. À casa do amigo rico irás, sendo requerido, e à casa do necessitado, sem seres chamado. A casa do mentiroso está em cinzas, e ninguém acredita que ela ardesse. À casa do rico irás, se fores chamado; e à do pobre, sem seres chamado. À casa do teu amigo não irás sem ser requerido. A casa dos pais é a escola dos filhos. A casa que não tem gatos, tem muitos ratos. A casa sem mulher é corpo sem alma. A casa velha, ombreiras novas. A casa velha, portas novas. A casamento e batizado não vás sem ser convidado. A Cascais, uma vez e nunca mais. À casta, a pobreza lhe faz fazer vilezas. A castidade das viúvas é a mais difícil e meritória. A castidade sem caridade é lâmpada sem azeite. A cauda é o pior de esfolar. A causa da dor é a consolação dela. A causa ruim, palavras sem fim. A cavalo comedor, cabresto curto. A cavalo dado não se abre a boca. A cavalo dado não se olha a boca. A cavalo dado não se olha a muda. A cavalo dado não se olha o dente. A cavalo magro vêm as moscas. A cavalo novo, cavaleiro velho. A cavalo que é dado, não se abre a boca. A cavalo roedor, cabresto curto. A cavalo velho, cabeçada nova. A cavalo velho, capim fresco. A cavalo velho, capim novo. A ceia e a guerra, começá-la que ela se ateia. A ceia quer-se sem sol, sem luz e sem moscas. A cem avisa, quem um castiga. A cem fustiga, quem um castiga. A censura poupa os corvos e persegue as pombas. A cera sobeja queima a igreja. A certeza da vida é a morte. A certeza do ganho diminui a canseira. A César o que é de César. A chaga de amor, quem a faz, a sara. A chave dos tesouros é a chave do coração. A chave na cinta e o cão na cozinha. A chave na cinta faz a mim boa e à minha vizinha. A chave que serve continuadamente está sempre limpa. A chuva não quebra osso. A ciência é a probidade do talento. A ciência é loucura, se o bom senso não a cura. A ciência sem caridade é areia sem cal. A clemência é a chave dos corações. A clérigo feito frade não confies tua comadre. A clérigo feito padre não confies tua comadre. A clérigo mudo, todo o bem lhe foge. A clérigo sandeu, parece-lhe que todo o mundo é seu. A cobiça disto só é liberal: das coisas que não pode possuir. A cobiça é a raiz de todos os males. A cobiça não se farta. A cobiça pode mais que o que entendemos. A cobiça rompe o saco. A cobra maior engole a menor. A coelho ido, conselho vindo. A coisa bem negada nunca é bem crida. A coisa defendida é logo mais desejada. A coisa defendida é sempre mais desejada. A coisa mais profunda em certas pessoas é o sono. A coisa mais saborosa à nossa natureza é a que lhe é mais defesa. A coisa mal feita, rogo ou peita. A coisa não vale a pena. A coisa proibida é logo mais desejada. A coisa proibida é sempre mais desejada. A coisa que mais enfada, é a ignorância importuna. A cólera começa pelo delírio e finda pelo arrependimento. A cólera é uma loucura passageira. A colher é que sabe a quentura da panela. A como vale o moio de aveia? Pois dela quero uma quarta e meia. A como vale o quintal que quero onça e meia? A companhia faz a festa. A companhia faz a posição doce e a fortuna leve. A condição de bom vinho como a de bom amigo. A condição tíbia desapercebe o entendimento. A consciência, cedo ou tarde, será o mais severo acusador do culpado. A consciência de cada um é o mais certo juiz de suas obras. A consciência é o melhor conselheiro. A consciência é o melhor travesseiro. A consciência é o primeiro juiz das obras. A consciência tranqüila é o melhor travesseiro. A consciência vale por mil testemunhas. A consideração é inimiga dos apetites. À conta dos ciganos, todos furtamos. A conta dos mortos quem faz são os vivos. A conta dos vivos quem faz são os mortos. A contas velhas, baralhos novos. A contas velhas, jeitos novos. A contínua goteira deixa sinal na pedra. A contínua goteira faz sinal na pedra. A continuação do cachimbo faz a boca torta. A continuação em tudo vale muito, e o tempo descobre o melhor. A continuação tudo vence. A contradição é sempre de mau tom. A conversação escandalosa argúi zelo danado. A conversação mostra o que todos são. A copa da árvore é o teto de quem não tem casa. A coração apaixonado nada se deve crer. A coragem cresce com a ocasião. A coragem vence a guerra, que não armas boas. A corda arrebenta sempre do lado mais fraco. A corda arrebenta sempre pelo lado mais fraco. A corda da mentira é muito curta. A corda quebra sempre do lado mais fraco. A corda quebra sempre pelo mais fraco. A corda rebenta sempre pelo lado mais fraco. A coroa não cura dor de cabeça. A cortiça, arde-lhe o manto e fica o quebranto. À cortiça, arde-lhe o manto, fica-lhe o quebranto. A coruja acha seus filhos lindos. A coruja gaba seu toco. A cota deve dizer com a jirigota. A couve requentada e a mulher a casa tornada jamais serão bons. A credulidade dos tolos é o patrimônio dos velhacos. A crença nos médicos, que falta nos sãos, sobeja nos doentes. A criação e disciplina fazem costume. A criado novo, pão e ovo; depois de velho, pau e demo. A cruz na boca e o diabo no coração. A cruz nos peitos e o diabo nos feitos. A cuba cheira ao vinho que tem em si. A cuco não cuques, e a ladrão não furtes. A culpa condena. A culpa de quem se ama dói mais e perdoa-se mais asinha. A culpa de um não deve ser pena de todos. A culpa de um pecado não se paga com a penitência de outro. A culpa ficou solteira.
A culpa promete a pena. |
|