OSCAR

Nome popular: Apaiari ou Oscar
Nome científico: Astronotus ocellattus 
Família: Ciclideos 
Origem: Brasil 
Alimentação: minhocas, caramujos, pequenos peixes, coração, fígado em pequenos pedaços.
PH da água: 6,4 'a 7,5
DH: 6
Iluminação: 12  horas diárias
Temperatura da água: entre 21 a 26º
Tamanho: 25 à 30 cm
Índole: agressivo
Descrição: O Apaiari  é um peixe grande, chega a medir 35 cm, comilão, devora os peixes menores do aquário, sem qualquer cerimônia, Desde pequeno necessita de uma grande quantidade de alimentos, e conforme vai crescendo esta quantidade só tende a aumentar,  é um verdadeiro "atleta", capaz de arrastar pedras e arrancar plantas. Apesar de todos os transtornos é um dos preferidos dos aquaristas, pois além de sua beleza exuberante, ele conquista seu dono pela meiguice: é capaz de reconhecer seu criador e permitir que ele faça caricias em seu dorso. Pelo seu porte necessita de grandes aquários. Espécie tropical de água doce, sua coloração é escura com belos desenhos em mosaico quando jovem. Conforme vai crescendo adquire manchas claras e escuras num meio-tom verde-acinzentado e laranja. Na nadadeira caudal existe um ocelo, mancha circular escura, circundada por um laranja brilhante, O colorido aumenta e diminui de intensidade  conforme a luminosidade do ambiente. A temperatura da água deve estar de 21 a 26 graus. Abaixo dessa temperatura o Apaiari começa a demonstrar desinteresse pela alimentação. Como alimentos os adultos gostam  de minhocas, caramujos, coração de galinha e de boi crú, fígado (em pequenos pedaços) e peixes como os pecilideos (ex: lebiste), esse ultimo, assim como a vitamina E, tem relação direta com o desempenho na reprodução.
Reprodução: o aquário ideal deve ter uns 250 litros. Quando estiver aparecendo um certo reboliço no aquário, é sinal de que começaram os "jogos de boca", que evidenciam o acasalamento. Estes jogos de força, ocorrem quando o macho e a fêmea se colocam frente a frente com as bocas abertas. Apos algumas investidas, mordem-se simultaneamente puxando o companheiro para o lado. Depois disso isolam-se dos demais, pronto, é o sinal para serem retirados para o aquário de procriação. No novo lar, Os pais escolhem uma superfície lisa ( uma pedra, tronco, ou uma telha virada para baixo) e a limpam. A fêmea então vai depositar os ovos em círculos, num total de 800 a 2000, enquanto o macho os fertiliza. A partir dai começa um esquema de defesa super eficaz, o casal abana as nadadeiras criando uma corrente de água, para proporcionar uma melhor oxigenação aos ovos  e evitar o ataque de fungos e parasitas. Após 3 ou 4 dias ocorre a eclosão. O macho faz buracos no substrato e transporta os alevinos com a boca, mantendo-os ai até que nadem livre. Nessa época, os pais ficam ainda mais agressivos, chegando até a atacar a mão do criador. Quando o desinteresse pelos filhotes diminuir então devemos separar os pais. Os casais são monogâmicos, e podem propiciar até 3 desovas por ano. Assim que nascem os alevinos se alimentam dos nutrientes do saco vitelino, quando o saco começa a desaparecer, devemos oferecer minhocas, camarões crus, carne de boi crua e sem gordura, carne de peixe, fígado e miolos, todos bem triturados. Também podemos alimenta-los com dáfnias, microvermes e artemia salina recém eclodidas, de duas em duas horas ( sem exagero) 

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