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Nome popular: Peixe-disco
Nome científico: Symphysodon aequifasciata
Família:
Ciclideos
Origem: América do
Sul
Alimentação: Coração de
boi, artemias e ração
PH da água: 6,5
DH:
4 a 8
Iluminação: 10 horas diárias
Temperatura da água: entre 26 a 28º
Tamanho: 20 cm
Índole: pacífico e
espécie única
Descrição: É um peixe
de difícil adaptação e demora para se alimentar. Não é um
peixe fácil para se criar, e também não é indicado para aquaristas
iniciantes. Dizem que se morre bela boca, o que é uma verdade se tratando
de Disco, pois o excesso de oferta de comida no aquário, ocasiona o
aparecimento de amônia, o que é terrível para o disco, pois o mesmo é
muito sensível a ela. Quando observarmos o Disco com a coloração escura,
respiração ofegante, barbatanas fechadas e corroídas, com certeza a amônia
estará presente em nível elevado. Para não ocorrerem mortes, devemos
trocar imediatamente a água na proporção de 20%, para baixar o nível de
amônia, e também devemos diminuir a oferta de alimentos, caso contrário os
nossos Discos irão morrer. A distinção dos sexos é muito difícil, porém é
possível, devemos ter paciência e observação. Colocar uns 6 indivíduos da
espécie para conviverem juntos, ficar observando sempre e atentamente,
quando observarmos um par nadando constantemente juntos e afastando os
outros de perto deles, é praticamente certo ser um casal que se formou, e
aquele deste novo casal, que estiver suavemente empurrando o outro pela
ventre é o macho.
Reprodução: O aquário deve ter
capacidade para 60 a 150 litros, não ter decoração alguma, devemos colocar
um tubo de PVC, para a fêmea desovar, os equipamentos obrigatórios (
termostato, filtro biológico e etc...), ter o cuidado de não causar
"maremotos" na água, mantendo-a calma e temperatura de 30 graus, Ph de 6.0
a 6.8. Após o acasalamento, como todos os ciclídeos, o casal irá preparar
a desova, limpando com a boca o substrato e o tubo de pvc (o qual deverá
estar bem afixado, para evitar que seja arrastado, pois é nele que a fêmea
irá desovar). Quando ocorre a desova, o macho deverá fecunda-los quase que
imediatamente, caso contrário os mesmos podem gorar, por isto é bom que o
aquarista fique a distância para não causar nenhum transtorno ao casal.
Depois de 30 horas da desova, poderemos observar pontos negros nos ovos, o
que significa que tudo está certo. A eclosão deverá ocorrer 60 horas
apos a desova. Durante todo este período o casal ficará abanando os ovos
para uma melhor oxigenação, devemos também durante a noite deixar uma
iluminação tênue, para os pais observarem os ovos. Na eclosão poderemos
observar que a cauda dos filhotes estão para fora dos ovos, os pais então
os ajudam a se livrar com a boca, arremessando-os no substrato, onde as
larvas ficam agarradas no saco vitelino no substrato. Os filhotes ficarão
então se alimentando dos nutrientes contidos no saco vitelino por uns 3
dias. Após este período os filhotes nadarão livremente por todo o aquário.
Em 24 horas no máximo devemos oferecer aos mesmos náuplios de artemias
recém eclodidas. Os filhotes também durante este primeiros dias de vida ,
se alimentam de muco das peles dos pais. Após o primeiro mês oferecer
ração especial para alevinos.
Observação:
Se os fatos acima tratados (acasalamento, desova e eclosão) vierem
por distração a ocorrer em um aquário comunitário, os filhotes assim que
nadarem livres, devem serem recolhidos e transferidos para um aquário de
30 litros, para que não sejam devorados pelos adultos.
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