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Conservação das cavernas Conservar uma caverna é manter suas características próprias inalteradas, de modo a modificar o menos possível o ambiente.Uma caverna não é um simples túnel escavado entre rochas, vazio e escuro. Seu ambiente, assim como suas formas de vida e a própria formação dos espeleotemas estão intimamente ligados ao meio externo que a circunda. Por isso, qualquer alteração na superfície reflete diretamente no mundo subterrâneo. A poluição das águas, por exemplo, nociva em qualquer circunstância, tem efeitos muito danosos quando elas percorrem o interior de uma caverna. Um rio poluído pode comprometer toda a manifestação biológica. Não é admissível que dejetos industriais, minerais ou domésticos, sejam lançados em cursos de água que venham se tornar subterrâneos. O desmatamento, além de descaracterizar o contorno regional, poderá também
influir de maneira direta sobre a caverna, pois a destruição do revestimento
vegetal poderá dar início a desmoronamentos e deslizamentos de terra, que
irão de uma forma ou de outra interceptar ou desviar o leito original do rio
na caverna. A visitação ocasional, feita por turistas e religiosos, é uma atividade que
tem despertado um interesse cada vez maior. No Brasil inteiro são ouvidas estórias de desaparecimento de pessoas e de manifestações sobrenaturais e divinas no interior de cavernas. Os próprios nomes dados a grande número de cavernas demonstram esses fatos: Caverna das Fadas, Caverna do Diabo, Buraco do Inferno, Gruta Sinistra, Lapa do Bom Jesus etc. Existem cavernas institucionalizadas pelo uso como verdadeiros templos, locais de peregrinação e romaria. Na Europa, as grutas de Lourdes e de Fátima são talvez os melhores exemplos do caso. No Brasil, a Lapa do Bom Jesus, a Gruta dos Brejões (BA) e a Terra-Ronca (GO) são polarizadoras de festas religiosas, trazendo toda uma população regional que monta ali suas barracas de sapé, celebra missas, realiza casamentos, batizados e faz promessas, deixando no local grande quantidade de devotos. Técnicas e equipamentos espeleológicos Exploração Desvendar a cada passo salões e galerias onde jamais outro homem penetrou, descobrir fantásticas formações minerais e estranhas formas de vida é sem dúvida uma das mais excitantes aventuras que a natureza ainda nos reserva. Explorar uma caverna é isto; buscar entendê-la enquanto manifestação de inúmeras forças naturais, o que exige acurada observação, tecnologia adequada e senso de equipe. No caminho da exploração, inúmeros perigos e obstáculos físicos se opõem ao avanço do explorador. O ambiente pode lhe ser hostil pela ausência de luz, pelo frio e pela umidade e o caminhamento dificultado por grandes distâncias e desníveis, por pisos irregulares e escorregadios, por estreitamento e "tetos baixos". Da mesma forma, rios lagos e cachoeiras ou ainda trechos desmoronados, sifonados e inundações podem não apenas dificultar a penetração mas até torná-la impossível. Equipamentos A roupa pode ser composta por um macacão que deve ser resistente, leve, ignífugo (não propagar fogo) e de material que não retenha água; meias compridas impermeabilizadas, que envolve a barra do macacão protegendo as pernas do frio e de eventuais pancadas; e um calçado leve (pode ser uma bota ou tênis) com sola de borracha antiderrapante e bico rígido (para facilitar as escaladas). Botas de borracha, muito usadas em países onde a temperatura da água é mais baixa, perdem muito de suas funções em cavernas tropicais como as do Brasil, tornado-se incômodas e inadequadas. Luvas que não retirem a sensibilidade dos dedos, podem ser de grande utilidade nas escaladas em locais estreitos e nas paredes ásperas ou angulosas, servindo também para manter as mãos limpas para quando se manusear equipamentos fotográficos e filmagem. É igualmente recomendável levar um agasalho leve para lugares onde há a incidência de água fria ou em explorações onde se despenda muita energia pelos esforços exigidos. O descuido com a perda de calor pode levar o explorador a um estado de hipotermia que chega ocasionar problemas de extrema gravidade ou mesmo a morte em alguns casos.
Completando, aparecem
o cinturão de segurança ou a "cadeirinha" e o capacete
(metálico, plástico, ou fibra), que, além de proteger a cabeça contra
eventuais batidas ou quedas, também serve como suporte para o bico de luz (carbureteira
ou lanterna).
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