Exótico de pêlo

Origem: é um híbrido deliberadamente criado. A raça surgiu do cruzamento do Persa de pêlo longo com o Gato Americano de pêlo curto ou o Birmanês. A raça foi reconhecida em 1967.
Aparência: o corpo tem a conformação igual à do Persa. É um bichano robusto e pesado. O corpo é curto e compacto e as patas curtas e robustas. O peito é fundo e os ombros maciços. O dorso é plano e o trem traseiro arredondado. A cauda é curta e espessa. A cabeça é redonda e maciça. O pescoço é grosso e forte. As orelhas são pequenas e arredondadas nas pontas. As bochechas são cheias e o nariz chato e curto. Os olhos são grandes e separados.

Pelagem: curta média, com pêlos uniformes. É sedosa, suave e densa.
Cor: todas as cores do Persa são reconhecidas, menos a vermelha com nariz muito curto.
Comportamento: é ativo, mas adora descansar num sofá macio. É muito carinhoso com os donos.
Dono ideal: aquele que gosta de bichanos carinhosos e não quer ter trabalho com escovação de pêlos.
Ambiente: precisa de um pequeno espaço para se exercitar.
Cuidados especiais: nenhum.
Reprodução: evitar cruzamentos com persas e outras raças com pelagens longas para não descaracterizar a raça.
Adestramento: embora seja inteligente e aprenda com facilidade, sempre acaba fazendo o que quer.

Gato britânico pêlo curto

Origem: a origem destes bichanos é muito remota. Antes do século XVI, era o único gato conhecido na Europa. Eles aparecem em pinturas e esculturas muito antigas e, geralmente, eram retratados nas colorações tabby ou com as variações do cinza. A Grã-Bretanha foi a primeira nação que tomou a sério a criação de gatos e, desde a primeira exposição de bichanos na Europa, o tipo europeu de gatos é conhecido como Britânico de Pêlo Curto (British Short-hair). Os demais gatos, que tinham o padrão semelhante aos bichanos vindos do oriente (hoje chamado de padrão oriental), foram então chamados de Estrangeiro de Pêlo Curto (Foreign Short-hairs). Hoje, ambas as designações são de raças bem conhecidas com padrões bem específicos.

Pelagem: curta, fina e sem aspereza e lanosidade.
Cor: quase todas as cores são aceitas. As mais comuns são: tabby e suas variações; marrom; malhado; prateado; creme; branco; preto; fumaça; bicolor; cinza e atartarugado.
Corpo: é rechonchudo, apoiado em patas curtas e bem proporcionais. Seu porte é considerado médio. O peito deve ser bem pronunciado. As patas anteriores e posteriores são do mesmo tamanho. Os pés são arredondados.
Cabeça: tem a forma de uma maçã. A parte superior do crânio é arredondada. As bochechas são bem salientes, dando um aspecto grande da cabeça. O nariz é curto e amplo. As orelhas são pequenas e ligeiramente arredondadas.
Olhos: grandes, redondos e muito expressivos.
Cauda: bastante curta. É ampla na base e vai afinando ligeiramente até a ponta.
Comportamento: são vigorosos, ativos, carinhosos e bons caçadores.
Dono ideal: aquele que não quer ter muito trabalho com o seu animal, pois não exige muita escovação do pêlo ou banhos freqüentes.
Ambiente: é necessário um espaço razoável para se exercitarem.
Cuidados especiais: apenas os normais, como vacinas, controle de parasitas, escovação da pelagem e banho (que pode ser até mensal).
Reprodução: há uma tendência de evitar o cruzamento de exemplares que possuem padrão de cores e marcas diferentes para pronunciar as marcações como tabby, atartarugado e malhado.
Adestramento: são muito inteligentes e fáceis de serem adestrados, porém tendem a fazer apenas o que querem.
Defeitos: orelhas muito grandes ou muito pontiagudas. Nariz muito longo. Pelagem rarefeita. Pernas Arqueadas. Face estreita.

Germanrex

A marca registrada desta raça é a pelagem encaracolada, uma mutação rara entre os felinos. Esta pelagem lhe dá a aparência enrugada.
Origem: a raça começou a ser desenvolvida em 1951, na Alemanha, a partir de uma gata encontrada na rua, que tinha esta característica de pelagem em algumas partes do corpo. Os filhotes dessa fêmea foram criados e fixaram a pelagem encaracolada a ponto de criar uma nova raça já reconhecida.
Características gerais: é um gato muito ativo, ágil e brincalhão, mesmo quando adulto. Pode ser criado em apartamento, porém deve-se sempre levá-lo para exercitar em uma área maior. Sua pelagem não exige muito trabalho para escovação.

Corpo: compacto e musculoso, delgado e de comprimento médio.
Cabeça: forma triangular média.
Orelhas: grandes, implantadas no alto da cabeça e coberta de pêlos finos.
Cauda: longa, fina e pontiaguda, coberta com pêlos encaracolados.
Olhos: ovais e de tamanho médio. Coloração que combina com a pelagem
Pelagem: pêlos dirigidos para baixo, o que dá um aspecto encaracolado. Os pêlos do bigode são dirigidos para baixo.
Cor: todas

Himalaio

A raça himalaia também pode ser chamada de Persa colourpoint. Ela reúne as características das duas raças mais populares do mundo, pois tem a aparência de um persa e a sofisticada coloração de pelagem de um siamês.
Origem: foi criada por americanos e ingleses para reunir o que há de melhor das duas raças. Recebeu o nome himalaia nos Estados Unidos, quando foi oficialmente reconhecida pela primeira vez, em 1936. Mas, em 1955 foi reconhecida na Inglaterra como uma variedade do persa, recebendo o nome persa colourpoint. A primeira ninhada dos acasalamentos entre persas com himalaias - muito praticados - não nascia colourpoint (denominação dada à cor típica do gato siamês) e o mesmo acontecia com parte dos seus descendentes. Os gatos sem a coloração colourpoint, não eram considerados himalaias e nem persas puros, já que resultavam do acasalamento de duas raças diferentes. Com isso, apesar de parecerem belos persas, não podiam competir nas exposições, representando um problema para os criadores, que começaram cruelmente a sacrificá-los.
Depois de tantas voltas a denominação destes gatos ficou assim: registra-se como himalaia (mas sem qualquer problema para os criadores e seus gatos) na The International Cat Association (TICA) - e como persa colourpoint na Cat Fanciers Association (CFA) e nas duas instituições representadas no Brasil: a World Cat Federation (WCF) e a Federação Internacional Felina (Fife). No entanto, principalmente nos Estados Unidos e também no Brasil, estes gatos continuaram sendo chamados de himalaia. Hoje, tratar o himalaia e persa colourpoint como mesma raça está perfeitamente de acordo com o que desejam os criadores.
Pelagem: comprimento longo, textura macia e sedosa, encorpada, farta e brilhante. Colar farto. Deve-se levar em conta as alterações sazonais que causam alterações na pelagem.
Cor: corpo claro com manchas mais escuras que se concentram nas extremidades (patas, cabeça e cauda). As fêmeas podem ter pequenas manchas escuras pelo corpo. A cor do nariz e dos coxins deve combinar com as suas marcas.
Corpo: formato quadrado. Tamanho médio e largo. Comprimento curto. Ossatura pesada. Musculatura firme e bastante arredondada.
Cabeça: formato redonda, abobadada e larga. Tamanho maciça. Perfil break exatamente no meio dos olhos testa
Olhos: redondos, grandes e cheios. Devem estar colocados distantes um do outro. Cor azul.
Cauda: reta, curta e proporcional ao corpo.
Comportamento: dócil.
Dono ideal: a raça exige escovação do pêlo, o que dá um pouco de trabalho.
Cuidados especiais: limpar as secreções dos olhos, escovação do pêlo e combater ectoparasitas (pulgas e carrapatos), que freqüentemente causam alergia na pele.
Reprodução: quem desejar produzir himalaias deve cruzar himalaia com himalaia, sempre que a boa qualidade dos reprodutores permitir. Apesar de muitos criadores terem persas para usar nos acasalamentos com himalaias, é preciso esperar duas gerações para nascerem exemplares com extremidades mais escuras. A primeira ninhada sempre nasce sem a marcação colourpoint, mas traz o seu gene. Esses exemplares, se acasalados com himalaias, têm probabilidade de gerar metade de filhotes himalaia. Não se recomenda cruzar persas bicolores com colourpoints para não prejudicar a qualidade da marcação. Essa cor traz infiltrações de branco no coloupoint e máscara incompleta. Já acasalar persa com siamês é proibido por todas as entidades, pois sempre prevalece o pêlo curto. Quando o filhote nasce, ele é completamente branco. As marcações aparecem dentro de alguns dias. A intensidade da cor aumenta com o tempo.
Defeitos: são considerados defeitos para avaliação em exposições: máscara avançada sobre o crânio, semelhante a um capuz (hood), discreta má oclusão, ausência de firmeza, tonicidade muscular fraca, cara lembrando a um cão pequinês (peke-face), obesidade, área de inserção dos bigodes branca, estrabismo, qualquer outra cor de olhos que não seja azul.
Doenças mais comuns: sinusite, bolas de pêlos no estômago, lacrimejamento excessivo e alergias.

Manx

Origem: o gato sem cauda da Ilha de Manx ou simplesmente Manx é conhecido há muitos séculos e sua origem e aparecimento na Ilha são objetos de numerosas lendas. Uma história muito antiga conta que eles foram levados até lá por comerciantes fenícios vindos do Japão. Outra relata que uma gata cortou as caudas de seus filhotes para evitar que fossem abatidos por guerreiros da Ilha que pretendiam usá-las como adornos de seus capacetes. A explicação mais simplista dá conta de que o gato de Manx chegou atrasado na Arca de Noé e, ao ser fechada a porta precipitadamente pelo anfitrião, foi-lhe decepada a cauda. Mas, falando de forma mais científica, gatos sem cauda ocorrem em muitas partes do mundo. Charles Darwin registrou sua presença por toda a região Malaia. Eles existem na China, na Rússia e em muitos outros lugares. É muito provável que a história dos comerciantes fenícios seja mesmo verdadeira e que estes gatos sem cauda tenham se espalhado por intermédio dos barcos empregados no comércio no Mar negro. O padrão de criação restrita, imposto pelas condições da Ilha determinou, provavelmente, o desenvolvimento de uma linhagem particular desse gato em Manx.
Pelagem: sua pelagem é especial. Ao mesmo tempo em que é macia e rarefeita, como a de um coelho, apresenta uma capa espessa de pêlos curtos cobrindo a pele.
Cor: pode apresentar qualquer tipo de cor. É comum uma mancha de pêlos no local onde deveria ter a cauda.
Corpo: o dorso é relativamente curto e os membros posteriores muito altos com flancos profundos, o que confere ao Manx um bamboleio característico no andar. As patas traseiras são longas e a anca deve ser bem arredondada.
Cabeça: grande, com nariz alongado e bochechas rechonchudas, que lhe dão um aspecto arredondado. As orelhas estão implantadas bem afastadas e são amplas na base, porém afiladas nas pontas.
Olhos: é importante que a cor dos olhos esteja em consonância com a da pelagem.
Olhos: a ausência da cauda deve ser total, sem qualquer vestígio ou rudimento. Pode-se até notar um oco no final da última vértebra.
Comportamento: é muito ativo. Suas patas traseiras muito longas lhe conferem força e elasticidade incríveis, o que aliado à falta da cauda lhe permite atingir grandes velocidades. O fato de não ter cauda parece não afetar seu senso de equilíbrio, embora tem-se observado que, geralmente, não consegue ser tão bom trepador como outros gatos e nem ter sua atenção voltada para ninhos de pássaros. Em vez disso, costuma ser ótimo caçador de ratos e, freqüentemente, torna-se excelente pescador.
Dono ideal: aquele que lhe permite exercitar e que lhe dê muito carinho.
Ambiente: precisa de espaço para se exercitar.
Reprodução: na verdade, o gato da Ilha de Manx não é uma raça que assegura sempre a transmissão da falta de cauda para seus descendentes. O cruzamento de gatos sem cauda produz, freqüentemente, ninhadas que incluem gatos com cauda normal e outros com cauda reduzida (coto). Da mesma forma, gatos normais podem ser portadores de genes mutantes para a ausência de cauda e produzirem crias sem cauda em suas ninhadas.
Adestramento: tem uma personalidade muito bem definida e é um animal de estimação muito agradável. É dócil, inteligente e facilmente adestrado.
Defeitos: a mutação responsável pela ausência da cauda afeta toda a sua coluna vertebral. Ainda que a redução no comprimento e no número de vértebras concentre-se na parte posterior, podem faltar vértebras em outras regiões da coluna, provocando vários tipos de má formações. Quanto mais grave a má formação maior será a taxa de mortalidade infantil e o cruzamento entre estas variedades de gatos, por várias gerações sucessivas, pode produzir a morte dos gatinhos. Uma das anormalidades associadas ao gato da Ilha de Manx é o mau funcionamento dos músculos do esfíncter anal, o que é muito incômodo para o animal e para as pessoas que convivem com ele.

Mapache do Maine

Origem: Estados Unidos. A raça resultou do cruzamento do Gato Americano de pêlo curto com o Angorá e outras raças com pêlos longos. Foi difundida nos estados do leste dos Estados Unidos no final do século XIX, mas só passou a ser conhecida no mundo a partir da criação do Clube do Gato do Maine, nos Estados Unidos, em 1953.
Pelagem: longa, mas nem tanto como a de um Persa. Na base do pescoço, a pelagem é mais curta e menos densa. A cauda deve ser bem longa e com formato de um penacho bruscamente cortado no final.
Cor: todas são aceitas, desde que com desenhos variados. Os olhos são verdes ou combinam com a cor da pelagem.

Aparência: é muito grande e pesado. O macho chega a pesar 13 Kg. Apesar de ser grande, sua cabeça deve ser pequena ou mediana. As pernas e o corpo são longos. As orelhas são maiores que as de um Angorá, porém sem serem desproporcionais à cabeça. Os olhos são grandes e ligeiramente inclinados para o nariz, o que lhe dá uma aparência um pouco agressiva. Não deve ter a face plana e nem o nariz achatado como o do Persa, mas também não deve ser longo.
Comportamento: é muito arisco.
Dono ideal: aquele que gosta de gatos grandes, imponentes e independentes. O Mapache do Maine é um bichano que não gosta de ficar no colo do dono e não dá muito trabalho.
Ambiente: não necessita de muito espaço para se exercitar, mas gosta de um lugar macio para descansar.
Cuidados especiais: sua pelagem é mais fácil de ser cuidada do que a das demais raças de gatos com pêlos longos.
Adestramento: pode ser adestrado, mas exige tempo e paciência do dono para isto.
Defeitos:
são considerados fora do padrão da raça aqueles gatos parecidos com o Persa.