HARPIA
Animais em extinção

Nome vulgar: HARPIA
Outro nome: Águia Real
Nome em inglês: Harpy Eagle
Nome científico: Harpia harpyja
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Accipitridae
Nome inglês: Harpy eagle
Longevidade: 40 anos

Distribuição: México, América Central, Brasil, Argentina e Colômbia.
Habitat: Florestas tropicais
Hábitos: É rápido e possante em suas investidas sendo capaz de levar para a árvore uma presa de grande porte
Maturidade: 6 anos
Época reprodutiva: Junho a Novembro
Incubação: 30 dias
Nº de filhotes: 01
Alimentação na natureza: Animais de pequeno e médio porte (mamíferos e aves)
Alimentação em cativeiro: Carne, pequenos animais como pintos, ratos, etc.
Causas da extinção: Destruição de seu habitat, uma vez que necessita de grandes áreas para viver.
Também conhecida como gavião-real ou uiraçu-verdadeiro, a harpia é a ave de rapina mais poderosa do Brasil, com porte e força inigualáveis.
Esta ave da família Accipitridae possui asas largas e redondas, pernas curtas e grossas, e dedos extremamente fortes, com enormes garras, capazes até de levantar um carneiro do chão. Sua cabeça é cinza; o papo e a nuca, negros e o peito, a barriga e a parte de dentro das asas, brancos. A harpia possui, como principais características físicas, olhos pequenos, um longo topete, uma crista com duas penas maiores e uma cauda com três faixas cinzentas, que pode medir até 2/3 do comprimento da asa. Tem entre 50 a 90 centímetros de altura, uma envergadura de até 2 m e um peso variando entre 4 e 4,5 Kg quando macho e entre 6 e 9 Kg quando fêmea. Esta ave de rapina pode ser encontrada do México à Bolívia, na Argentina e em grande parte do Brasil, vivendo em árvores altas, dentro de vasta mata, onde constrói seus ninhos. Ela voa alternando rápidas batidas de asa com planeio. Tem um assobio longo e estridente e, nas horas quentes do dia, costuma voar em círculos sobre florestas e campos próximos. Sua alimentação é feita de animais de porte médio, como aves, macacos e preguiças, que são capturadas quando tomam sol nas copas das árvores, de manhã cedo. Atualmente, a harpia encontra-se praticamente restrita à Floresta amazônica, devido à caça predatória do homem.

ÍBIS-SAGRADO

Nome comum: Íbis sagrado
Nome científico: threskiornis aethiopica
Nome em inglês: Sacred Ibis
Filo: Chordata
Classe: aves
Ordem: Galliformes
Família: Threskionithidae
Altura: 75 cm
Habitat: Vive em colônias
Ovos: 3 a 4 de cada vez, incubados pelo macho ou pela fêmea.
Filhotes: se alimentam no bico dos pais. A plumagem adulta só aparece aos 2 anos.

O íbis é encontrado na Europa meridional, no norte da África, na América do sul e na Austrália. No antigo Egito era uma ave sagrada, criada nos templos e enterrada mumificada junto aos faraós. Tot, o deus do tempo e do universo, era representado como tendo a cabeça de um íbis. Por que os egípcios cultuavam essa ave? Provavelmente, porque ela surgia na época da cheia anual do Nilo, a qual tornava possível a agricultura e assim a própria sobrevivência dos egípcios. Hoje em dia, o íbis é caçado por sua carne e linda plumagem. Por isso, o íbis está quase extinto. Geralmente essas aves habitam as proximidades de pântanos e lagos, onde encontram sua dieta preferida: rãs, vermes, peixes, répteis, inclusive cobras venenosas. Com seu bico longo e curvo, elas podem resolver os alagados à cata de alimento. O íbis careca prefere regiões secas e quentes do Oriente Próximo, alimentando-se de carne putrefata e insetos.


 JABURU ou TUIUIÚ
Espécie animal brasileiro ameaçado de extinção

Nome comum: Jaburu
Outro nome: tuiuiú
Nome em inglês: Jabiru
Nome científico: Jabiru mycteria
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Ciconiformes
Família: Ciconiidae
Habitat: Pântanos
Altura: 1,15 m
Comprimento do bico: 30 cm
Comprimento das asas: 62 cm
Comprimento da cauda: 20 cm

O tuiuiú ou jaburu (Jabiru mycteria), uma das maiores aves da América do Sul e o símbolo do Pantanal, além do seu tamanho, chama a atenção pelo seu enorme ninho feito de galhos de arbustos secos, construído em árvores como o "manduvi" (Sterculia striata), a "piúva" (Tabebuia impetigosa) ou em troncos de árvores mortas. O Jaburu é uma ave de corpo robusto e chega a medir 1,15m de altura. O bico, grosso e afilado na ponta, tem 30 cm de comprimento. O pescoço é preto e a parte do papo, dotada de notável elasticidade, é vermelha. A cor predominante das penas no indivíduo adulto, é branca. Ele vive em bandos numerosos nas zonas de lagoas e rios piscosos, pois consome uma quantidade incrível de peixes. O ninho é feito com ramos entrelaçados no alto das árvores. Na época da incubação, enquanto um choca dois ovos, o outro fica de pé sobre a beirada do ninho em constante vigília. O jaburu tem grande capacidade de vôo, elevando-se a grandes altitudes. Quando descansa, na margem do rio ou lagoa, costuma ficar em uma só perna. Seu andar é deselegante e vagoroso. Alimenta-se além de peixes, de moluscos, anfíbios. Sua distribuição geográfica vai do sul do México até a Argentina, mas não é encontrado na parte ocidental dos Andes.

JACUTINGA
(Pipile jacutinga)

Descrição - A jacutinga é uma das aves mais impressionantes da Floresta Atlântica. Espécie pertencente à família Cracidae, caracteriza-se por possuir a plumagem negra brilhante, com manchas brancas nas asas. Igualmente, as penas do alto da cabeça (píleo) são brancas, além de bastante alongadas e eriçáveis. Possui a face toda emplumada de negro, com região perioftálmica nua, branco-gesso. Ainda, possui a base do bico azulada. A barbela, provida de pouquíssimas penas é vermelha em sua porção posterior, enquanto que a anterior é dividida em uma área lilás

superior e outra azul brilhante, inferior. O colorido da barbela torna-se bastante acentuado durante o período reprodutivo, enquanto que fora deste, as cores ficam esmaecidas e mesmo a barbela encolhe. Distribuição - Habitante típico da região Sudeste do Brasil, era encontrada na região da Serra do Mar em qualquer altitude, em locais acidentados, semeados de rochas e cobertos por mata espessa, onde nidificava (Sick, 1985). Em decorrência da caça, do tráfico de animais selvagens e da inclemente destruição de seu habitat natural, notadamente a Floresta Atlântica, a espécie desapareceu da maioria dos locais onde era encontrada habitualmente. Atualmente, apesar de admitir-se que a espécie tenha sua distribuição para o Brasil desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, é na verdade de ocorrência bastante pontual. 

Reprodução - Como os demais representantes da família, são monogâmicos, ou seja: possuem apenas um parceiro. Podem fazer posturas sobre galhos grossos, ramificações de troncos e rochas quase sem material de construção . Os ovos são brancos e o período de incubação é de 28 dias. Os filhotes já nascem com os olhos abertos, e movimentam-se livremente apesar de sempre acompanhados pela mãe, 

abrigando-se sob sua cauda ou suas asas. Mesmo empoleirados, enquanto seu tamanho lhes permitir, abrigam-se embaixo das asas da mãe durante o seu desenvolvimento. Criação em cativeiro - Como a maior parte das espécies de Cracidae (com raras exceções), Pipile jacutinga é monogâmica, ou seja, machos e fêmeas têm apenas um parceiro. Bastante difundida no Brasil atualmente, a manutenção de Cracidae em cativeiro, visando sua reprodução tem se mostrado um sucesso, com várias espécies tendo se reproduzido e algumas, como o mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii) só escaparam da extinção em razão de serem alvo de projetos de reprodução em cativeiro. Quanto à jacutinga contudo, apesar do status de espécie ameaçada, apenas recentemente tem sido alvo de trabalhos de reprodução em cativeiro com objetivos definidos. No passado, apesar de ter sido uma espécie bastante reproduzida em cativeiro por criadores particulares, por diversas vezes foram promovidos cruzamentos com outras espécies de Pipile, procedimento este que em nada beneficiou a espécie por ter produzido animais híbridos. Felizmente isso é passado e atualmente aqueles que mantêm jacutinga sabem da importância de se desenvolver a reprodução dessa espécie em cativeiro, primando pela manutenção da qualidade genética das aves.

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